quinta-feira, 27 de junho de 2013

CEARÁ QUER APROVEITAR PLEBISCITO NACIONAL PARA INCLUIR TEMAS LOCAIS

O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), quer aproveitar o possível plebiscito do governo federal sobre reforma política para também fazer um plebiscito estadual sobre reivindicações dos protestos das últimas semanas.

Eles reclamam, nos protestos, que o governo gasta demais com obras "faraônicas". Uma das obras mais criticadas pelos manifestantes é o Acquario Ceará, um mega-aquário com apelo turístico e custo de R$ 270 milhões.

Sua construção já está em andamento, mas manifestantes afirmaram, após uma reunião com o governador na semana passada, que cobrarão uma consulta popular sobre o investimento. "Aproveitando a data que ficar definido um plebiscito nacional, eu vou pedir aqui o apoio da Assembléia para propor plebiscitos e referendos em questões estaduais e vou estimular também que os municípios façam o mesmo em questões municipais", disse o governador, via assessoria de imprensa.

Cid ainda não teve uma conversa formal com os deputados estaduais para definir os temas a serem submetidos a consultas populares. O governador viajou ontem para a Itália para tratar de um contrato de financiamento para ações contra a seca, por isso só deve começar a se dedicar à questão do plebiscito na próxima semana.

A ideia do plebiscito estadual é que, caso se confirme o plebiscito nacional, os Estados possam inserir nas urnas questões específicas às suas realidades. Na avaliação de Cid, cresceu o desejo de participação política direta da população. "As pessoas estão meio incrédulas em relação ao modelo representativo político atual", afirmou.

Por isso, o governador cearense diz que sugeriu à presidente "que lançasse mão, ao máximo, dos recursos de democracia direta, que são os plebiscitos e referendos, e é isso que vou propor aqui".

Cid afirma apoiar as medidas anunciadas pela presidente Dilma Rousseff para conter a onda de protestos. Seu governo já definiu que vai apresentar três projetos de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), no valor total de R$ 2,1 bilhões, ao Pacto Nacional da Mobilidade Urbana, anunciado por Dilma.

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