O
governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), quer aproveitar o possível plebiscito do
governo federal sobre reforma política para também fazer um plebiscito estadual
sobre reivindicações dos protestos das últimas semanas.
Eles
reclamam, nos protestos, que o governo gasta demais com obras
"faraônicas". Uma das obras mais criticadas pelos manifestantes é o
Acquario Ceará, um mega-aquário com apelo turístico e custo de R$ 270 milhões.
Sua
construção já está em andamento, mas manifestantes afirmaram, após uma reunião
com o governador na semana passada, que cobrarão uma consulta popular sobre o
investimento. "Aproveitando a data que ficar definido um plebiscito
nacional, eu vou pedir aqui o apoio da Assembléia para propor plebiscitos e
referendos em questões estaduais e vou estimular também que os municípios façam
o mesmo em questões municipais", disse o governador, via assessoria de
imprensa.
Cid
ainda não teve uma conversa formal com os deputados estaduais para definir os
temas a serem submetidos a consultas populares. O governador viajou ontem para
a Itália para tratar de um contrato de financiamento para ações contra a seca,
por isso só deve começar a se dedicar à questão do plebiscito na próxima
semana.
A
ideia do plebiscito estadual é que, caso se confirme o plebiscito nacional, os
Estados possam inserir nas urnas questões específicas às suas realidades. Na
avaliação de Cid, cresceu o desejo de participação política direta da
população. "As pessoas estão meio incrédulas em relação ao modelo representativo
político atual", afirmou.
Por
isso, o governador cearense diz que sugeriu à presidente "que lançasse
mão, ao máximo, dos recursos de democracia direta, que são os plebiscitos e
referendos, e é isso que vou propor aqui".






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