Em reunião com prefeitos e governadores das 27 unidades federativas, a
presidente Dilma Rousseff anunciou nesta segunda-feira (24), no Palácio do
Planalto, em Brasília, que irá pedir um plebiscito popular convocando uma
reforma política no país.
Ela anunciou um novo pacto com cinco itens. São eles:
1- pacto por responsabilidade fiscal nos governos federal, estaduais e
municipais;
2 - pacto por reforma política, incluindo um plebiscito popular sobre o
assunto e a inclusão da corrupção como crime hediondo;
3 - pacto pela saúde: "importação" de médicos estrangeiros
para trabalhar nas zonas interioranas do país. A presidente anunciou ainda
novas vagas de graduação em cursos de medicina e novas vagas de residência
médica;
4 - pacto no transporte público: a presidente afirmou que o país precisa
dar um "salto de qualidade no transporte públicos nas grandes
cidades", com mais metrôs, VLTs e corredores de ônibus;
5 - pacto na educação pública: pediu mais recursos para a educação. A
presidente voltou a falar que é necessário que o Congresso aprove a destinação
de 100% dos recursos dos royalties do petróleo para a educação.
A presidente voltou a comentar a onda de manifestações que ocorre no
país há duas semanas. "É preciso saber escutar as vozes das ruas. É
preciso que todos, sem exceção, entendam esse sinais com humildade", disse
aos governadores e prefeitos.
Em vários atos pelo país, os manifestantes têm afirmado que não se
sentem representados por nenhum partido político e chegaram a hostilizar
integrantes de legendas partidárias que participam das manifestações. "O
povo, unido, não precisa de partido!" e "Sem partido, sem
partido" foram gritos de guerra comuns nos protestos pelo país.
Após os anúncios, a presidente começou, de fato, a reunião com os 27
governadores e 26 prefeitos das capitais.







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